Uma tempestade torrencial

Em 'Uma Tempestade Torrencial', mergulhamos em um poema visceral que explora as tormentas internas da existência – dúvidas, sonhos, dores e desejos entrelaçados em versos crus e reflexivos. Com imagens poéticas como abraços sem fim, pesadelos que pesam e a busca por eudaimonia, o texto questiona o sentido da vida, a identidade e o papel do indivíduo no cosmos. Uma jornada emocional que convida o leitor a refletir sobre suas próprias indagações existenciais. Deixe-se levar por essa tempestade de palavras e compartilhe seus pensamentos nos comentários!

POEMASPOESIA EXISTENCIALREFLEXÃO PESSOAL

Krauswzcki

9/11/20251 min read

Uma tempestade torrencial

Um abraço e um beijo sem final

Onde vim parar?

Por que procuro a cura do meu altar?

Tem cousas que mal sei dizer,

São lapsos que nem sei descrever.

Queria eu ter um pingo a mais de sapiência,

Como quem outrora pensa

Sem saber-se que se pensou

Minha mente tende a dormência

Minha vida sempre tão tensa

Me indago quem a tensionou.

Tem sonhos que quero sonhar eternamente,

Há sonhares que são pesadelos que me pesam a mente.

Tem momentos que acordo dormindo

E outros que durmo acordado

Tem horas que o sono estou fingindo,

E outras que à ele estou fadado.

Tampouco sei eu sobre o que é tudo isso,

Sei que de repente eu simplesmente apareci

Não quero ser um ser porco ou submisso

Porém ser eu… eu me esqueci

Meu desejo é acordar no mundo ideal

Não assustar-me mais com o real.

Porquê? Porque dói tanto o mero ato de viver?

Já me acostumei com a silhueta da dor

Seu assombroso e aterrorizante horror

Quando? Quando realmente do todo vou saber?

Um dia passam-se como dois

E o terceiro deixei pra depois.

Um abraço apertado e um cheiro eloquente,

Uma fruta suculenta e um sorriso tão quente

Um beijo amargo e uma calúnia ardente

Uma carta ferida e um adeus tão decadente.

Ah! Por que eres dura e dura tu eres?

Quando em meu peito a eudaimonia haja de nascer?

Quem sabe eu esteja só um pouco perdido,

Errei o endereço no cosmos

Passei de batido

Pensando bem… porque todos não estamos? Quem somos?

Púrpuras derretidas de células e cromossomos?
Porque eu viria ao mundo pra ser um falido?

Indagações. Peripécias e informações.

Tropeços. Cantigas e adereços.

Validades. Sonetos e cavidades.

Luxúrias. Marés e injúrias.

Tudo vem, tudo passa

Tudo vai, então faça!