Poema: A Banalidade do Amor e do Uísque

Neste poema, a rigidez axiomática dissolve-se em um copo de uísque. O autor explora a 'maré da banalidade' como um espaço de caridade e autodescoberta, entre rock e simplicidade, revelando que o sagrado está presente na vida cotidiana.

POEMASLÍRICA DE BOTECOEPIFANIAS BANAISMÉTRICA DO ACASOSINFONIA ANFÍBIAA OUTRA FACE

3/7/20261 min ler

O uísque em fantasia

Samba nesta boemia

O Rock na sintonia

Em momentos de gozo

Em prazeres do conto

que conta o hálito do bozo…


Nesta bebida sem ponto

que me desce a garganta

Da qual eu afronto

Me passa a renúncia

Me dança a astúcia

Me faz chorar de prazer


Me Faz sorrir só de ser

sem saber que eu sou

A ânsia da infortunia

de uma calúnia

Que me fez nascer

para ouvir de um nerd


Que o Graal não se perde

no braço ele se veste

Em arte rupestre

que não se vai apagar

Como a arte de um mestre

que ensina neste semestre


O que não vai durar

E os jogos da vida

que me levam a levar

Com um pouco de leveza

que me faz palpitar

Que à som sem dureza


Que há amor sem braveza

Uma breja sem tristeza

sem deixar de chorar

De onde vim, pra onde vou

andarei neste bar

Procurando quem sou


Na maré da banalidade

vivo nesta simplicidade

Rodando a cidade

Numa caridade

que me faz querer

Estar aqui e acá

Pra poder te beijar.


O Prelúdio da Boemia

Krauswzcki é um polímata, artista multifacetado, escritor, músico e empreendedor. Autor de Quarentena dos Racionais e O Gato do Cão, já compôs mais de 300 composições musicais e tem 18 músicas lançadas, mais de 400 poemas, mais de 11 livros finalizados e muito mais. Ator, dramaturgo e roteirista, também atua na inovação, liderando projetos e empresas, como a iniciativa da Max Creative. Estudante de Psicologia e Física, busca unir arte e conhecimento em sua jornada.

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